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"1618" é a próxima longa-metragem de Luís Ismael

Para 2021 há mais uma proposta do cinema nacional a chegar às salas. Na sexta aventura em películas de formato longo, Luís Ismael promete fazer recuar o tempo, numa história que terá como cenário de fundo o Porto, o Mosteiro de Arouca e ainda cidades cinematográficas construídas especificamente para este filme em pontos do norte de Portugal. Todas as gravações de 1618 aconteceram no final do ano passado, e o projeto encontra-se agora em fase de pós-produção. O trailer da longa-metragem deverá sair ainda em 2020.

De acordo com o que o realizador da produção confessou em conversa com o jornal Ilhavense em dezembro de 2019, em 1618 vamos ver «a entrada da inquisição na cidade do Porto com todas as consequências nefastas que isso criou». Na sequência do seu mais recente trabalho cinematográfico, A Luz de Judá, Luís Ismael volta a ter o passado histórico das comunidades judaicas em Portugal como base da trama. «Estamos a recriar o momento em que os judeus perseguidos embarcam rumo a Amesterdão», avançou o mentor do filme à mesma publicação descrevendo a narrativa que envolvia os cenários apresentados aos jornalistas.

O Fantastic sabe ainda que esta produção vai abordar a perseguição pela Santa Fé aos Judeus, que partem para Amesterdão a bordo de uma nau quinhentista, com o recurso a um som, grafismo, imagem e 3D que fogem do padrão. Em 1618, Luís Ismael volta a repetir a parceria do seu último filme com Francisco Beatriz, que neste argumento dará vida a Sebastião de Noronha, que divide o protagonismo da história com Pedro Laginha, também ele repetente do casting de A Luz de Judá. Mafalda Banquart, Paulo Manso, Catarina Lacerda, Heitor Lourenço e Afonso Pacheco completam o elenco do projeto que conta com a direção fotográfica de Francisco Vidinha e a chancela da Lightbox. 

"Com as denúncias de que a comunidade judaica se está a instituir na cidade do Porto, a Santa Fé, trazida pelo personagem de Francisco Beatriz, vai procurar arrasar com os judeus e trazê-los para Coimbra de forma a prendê-los é mais tarde matá-los. A fuga da comunidade de Judeus é a base da história que procura sair de Portugal em direção Flandres, Holanda, para se proteger", avança fonte da produção ao Fantastic.

Na página oficial de Instagram, a produtora responsável, deixou um agradecimento a todos os envolvidos e adiantou um trailer para «muito em breve», deixando no ar uma mensagem enigmática sobre o que podemos esperar desta nova aposta: «Fugir não é opção».

A longa-metragem, que conta com o apoio das fundações judaicas, é baseada nos relatos históricos da época em que a narrativa se desenrola. O filme será exibido primeiro em Israel e chegará mais tarde ao nosso país, tudo isto em 2021.