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COMING UP | Especial Óscares 2020 - Antevisão


Este domingo realiza-se a 92ª. cerimónia de entrega dos Óscares. Ao todo, serão 24 categorias e o espetáculo tem lugar na madrugada de 9 para 10 de Fevereiro (hora portuguesa), sendo transmitida em Portugal nos canais Fox e Fox Movies, a partir das 23h30.

O Fantastic faz uma antevisão daquela que é uma das cerimónias mais importantes do ano na área do cinema, com a análise de todos os filmes nomeados para Melhor Filme, numa edição especial do Coming Up que reúne todos os textos escritos por Ricardo Neto Ramos sobre as nove obras nomeadas.

COMING UP 
ESPECIAL ÓSCARES 2020 - ANTEVISÃO (MELHOR FILME)



"Quentin Tarantino está de regresso pela nona vez com uma longa-metragem que transpira Oscar mas que deixa de lado o estilo do realizador. Once Upon a Time in… Hollywood é pesado e traz a violência a que já estamos habituados, no entanto com menos litros de sangue. É o abrir de um novo caminho enquanto teorizamos sobre o fim. É Tarantino fora da sua caixa clássica, será a melhor opção? "

Lê a análise completa a "Once Upon a Time in... Hollywood" clicando aqui.


"Este é um líder da época de premiações, mas é sobretudo uma obra que sai diretamente do sonho de Martin Scorsese. É a reunião dos velhos costumes, num filme em que tudo o que é novo é usado para fazer justiça à moda antiga. Mesmo que numa plataforma pouco habitual para o tipo de filme a que The Irishman se propõe a ser, a Netflix provou ser o lugar perfeito para dar asas à ideia e realmente colocar todos os pormenores que o realizador tinha conseguido imaginar São 3 hores e meia longas e pesadas no estilo caprichado do diretor que traz consigo alguns dos grandes astros de Hollywood. Mesmo assim, nem tudo correu bem e a longa-metragem pode ser uma verdadeira luta para os espectadores. É possível uma equipa de luxo produzir um filme entediante? Vamos ver."

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"Este ano o Oscar traz consigo dois filmes sobre guerra e dois lados dos bastidores para lá da cortina da destruição. Se em Jojo Rabbit temos o lado emocional a ser explorado, em 1917 temos a fidelidade. Todo a longa-metragem se apresenta como um relato ou um documentário de 24 horas. O cuidado com os detalhes é algo extremo, é como se todo aquele passado da Primeira Guerra Mundial estivesse de facto a acontecer neste momento e as imagens fossem captadas por uma equipa de reportagem. São as coisas magnificas que o cinema nos consegue dar hoje e que são uma flecha certeira para os corações dos votantes da academia. Este é projeto que serve para dar uma aula de cinema, mas que perde por alguma falta de empatia, deixando a história em segundo plano dentro da maravilha cinematográfica. Demasiado confuso? Vamos entender!"

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"Joaquin Phoenix é um monstro! Joker é desconcertante, violento e perigoso, mas é sobretudo o descer à terra. Numa altura em que as histórias das longas-metragens sobre super-heróis se começam a tornar repetitivas, Todd Phillips vem romper com tudo e na sua abordagem prova que é possível adaptar personagens de Banda Desenhada sem que os retiremos da realidade, sem lhes darmos super poderes ou toques de mágica. É cru, cruel e feito para nos fazer reavaliar o que estamos a fazer uns com os outros. Quem está realmente doente? Arthur Fleck ou o mundo?"

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"Marriage Story é o filme que realmente puxa para fora a mágoa e dor de um fim sem se preocupar com malabarismos que o tornem comercial ou apelativo. Apenas a nudez de um caso tão real como o do vizinho do lado que de um momento para o outro vê o baralho de cartas que construiu em casal desmoronar-se sem aviso prévio. É a Netflix a provar que há lugar para o streaming no meio dos gigantes estúdios de Hollywood, mostrando que a sua fórmula tem espaço para algo diferente. Esta é a longa-metragem que atravessa o caminho inverso ao da indústria que dá primazia a projetos de Fast Food. Aqui, o discurso tem carga, tem o peso e o pensamento da emoção. É cru? Sim, mas sem nos deixar desconfortáveis, sem nos pintarem um cenário devastador, porque na vida comum um quadro pode ser só um quadro."

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"Parasite é o filme que conquistou Hollywood e colocou o mundo a querer assistir a uma obra falada em coreano. É o dark hourse desta edição do Oscar que promete abrir os horizontes da indústria e mostrar que uma boa história continua a ser o segredo para segurar o público. Esta é a longa-metragem que redefine o conceito de tragicómico, que nos lidera no caminho do óbvio, para depois guinar numa surpresa constante. O plot é aparentemente simples, mas carrega a força de uma crítica à sociedade bem cruel, por detrás dos risos. Esta é a grande surpresa do argumento que vai dando voltas que enganam, o guião vai oferecendo pequenos clichês para nos fazer criar expectativas num jogo de gato e do rato, em que no final saímos a perder, mas a ganhar com uma película surpreendente que nos leva das gargalhadas ao choro em poucos minutos. É light na construção e pesado no tom. No fundo, é um conflito constante que nos faz esquecer que não estamos a assistir a um projeto falado em português ou inglês. Entre o público parece ser um dos grandes sucessos do ano, mas será que é realmente isso tudo?"

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"Little Woman é o sucessor direto de A Star Is Born nesta 92ª edição dos Academy Awards. A diferença é que aqui a respiração do clássico foi mantida na época e no guarda-roupa do filme, trazendo inovação na abordagem e no casting repleto de estrelas de Hollywood em ascensão. Esta é uma película sobre mulheres, mas ao contrário das outras adaptações da obra, desta vez o objetivo é romper preconceitos sobre o que é, de facto, ser Mulher. Toda a envolvência é feita com a mesma mensagem feminista que Suffragette entregou em 2015, mas contada de um jeito muito mais subtil e menos política. Esta é a premissa de Little Woman: Quatro irmãs, quatro visões, mas sobretudo o olhar para quatro mulheres do passado e entender quais as decisões que tomariam se vivessem em pleno século XXI. Não é uma completa adaptação da história original aos dias de hoje, mas não deixa de nos entregar uma releitura bem original e até ousada, porque todos sabemos que nem sempre a academia e público têm paciência para alterações de guião. Mas com tudo isto, merece uma estatueta? Vamos entender!"

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"É difícil um filme sobre a Segunda Guerra Mundial ainda ter algum fator de novidade. Mas é isso mesmo que torna Jojo Rabbit numa das melhores longa-metragens de 2019, a surpresa. É difícil escrever uma comédia situada num dos piores momentos da história mundial sem que isso se torne algo desconfortável, obsceno ou até mesmo racista. Exceto se tivermos Taika Waititi ao leme de uma produção. O realizador prova mais uma vez que é um mestre da leveza, com a profundidade no ponto necessário e sem fugir do tom. Não há máscaras, a realidade está ali como ela é, mas sob o olhar ingénuo de uma criança e do seu contexto. E é essa a grande “pedrada no charco”: O olhar, em que mesmo o sério se torna objeto de brincadeira e em que a gravidade de uma situação é vista sem o peso dramático que impõe. O mesmo argumento que tem a generosidade de nos estipular como prioridade durante a guerra, a importância de um primeiro beijo. É isto, o síndroma de Peter Pan, num contexto sério, mas sem nos levar à tragédia. É história em estado puro, nos pensamentos de uma criança e nas mãos de um dos maiores talentos da era moderna de Hollywood."

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"A imprensa já nos mostrou os segredos escondidos por detrás da maioria dos grandes astros das artes ou da política, mas em Ford v Ferrari arrancamos à velocidade máxima para um território novo. É uma história de backstage que consegue empolgar-nos para assistir a uma corrida de Fórmula 1, sem sermos fãs deste género de prática. É o revitalizar de um desporto que tende a cair no esquecimento com um argumento que sabe fazer cedências nos vários géneros que aborda. É aparentemente pouco apelativo? Até poderia ser, não fosse o filme contar com duas gigantes do automobilismo no título e levantar a promessa de uma boa porção de ação que pode agarrar targets tão comerciais como os seguidores das franquias de Fast&Furious ou Deth Race."

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