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Espaço Aberto #3 | "Astérix: 60 irredutíveis anos!"


A minha primeira memória das aventuras escritas e desenhadas sobre Astérix remonta aos primórdios dos anos setenta do século passado quando, já no Liceu, aproveitava os tempos mais longos de recreio para correr para a biblioteca em busca de um qualquer livro do guerreiro gaulês. Geralmente líamos a dois e assim havia mais gente a ler.

Nessa altura prometi a mim mesmo que um dia compraria todos os livros das aventuras do astuto aldeão. E muitos anos depois assim fiz.

Mas adiante…
Passam precisamente hoje seis décadas desde que a revista semanal francesa de Banda Desenhada “Pilote” publicou no seu número 1 uma prancha da primeira aventura de Astérix.


Tanto Albert Uderzo responsável pelos desenhos, como René Goscinny a quem coube escrever os diálogos, jamais imaginaram que as duas figuras tão simples, curiosas e quase patéticas que criaram, se transformassem num fenómeno imenso.

As diversas aventuras de Astérix e Obélix que desde 1961, ano da publicação do primeiro livro, inundam algumas das nossas casas, também têm os seus momentos menos felizes. Tentando ser mais rigoroso acrescentaria que desde a morte de Goscinny em 1977, que as sucessivas aventuras têm perdido fulgor. Acima de tudo devido à qualidade dos textos.


Entretanto a partir de 2011 Albert Uderzo deixou de desenhar, essencialmente por acusar cansaço. Não admira… mais de meio século a dar vida a uma série de irredutíveis heróis não me parece tarefa de somenos. Nem mesmo toda a poção mágica do druída Panoramix, creio que ajudaria.

Contas feitas são 24 obras que Uderzo/Goscinny criaram em conjunto, sete livros escritos e desenhados somente por Uderzo e os últimos quatro pela dupla Didier Conrad (desenhos) e Jean Yves Ferri (textos). Se juntarmos a estes todos mais três livros referentes a edições especiais temos um conjunto de 38 álbuns de Banda Desenhada onde Astérix, Obélix e restante aldeia se tornaram heróis impensáveis. E irredutíveis!

Espaço Aberto 
Edição 3 - "Astérix: 60 irredutíveis anos!" 
Uma crónica de José da Xã


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