Header Ads

Lia Carvalho regressa ao cinema como protagonista em “Bem Bom”


A história de uma das bandas míticas da música portuguesa vai chegar às salas de cinema, naquela que é uma das estreias nacionais mais aguardadas de 2020. A fita que aborda a primeira formação das Doce promete contar os sucessos e as turbulências da integrantes do grupo que cantou temas como OK, KO, Amanhã de Manhã ou Ali-Babá. Lia Carvalho será uma das protagonistas e contou ao nosso site a experiência de dar vida a Teresa Miguel.

Com quatro participações no Festival da Canção e uma legião de fãs que se estendia além fronteiras, o grupo assumiu-se como uma das primeiras bandas da Europa com um quarteto de mulheres como protagonista, no filme Lia Carvalho dá vida a uma das cantoras. «A Teresa Miguel era o membro do grupo responsável pelas coreografias da banda, ela era a energia e o corpo das Doce», avança a atriz ao Fantastic.

Nesta jornada, Lia tem a companhia de Carolina Carvalho, Bárbara Branco e Ana Marta Ferreira, e a junção do talento do elenco parece ter dado bons frutos na hora de gravar as cenas da fita. «Foi maravilhoso o trabalho que desenvolvemos durante um mês e meio as quatro juntas, com o apoio da Ana Padrão e da Isabel. Com trabalho de mesa aprofundamos a vida nos anos 80, a história destas mulheres e todas as mulheres portuguesas. E através de exercícios de improvisação viajámos pelo tempo e pelo corpo até encontrarmos cada uma a sua Doce, e como se relacionavam na banda», confirma a artista do filme que vai abordar o período de formação da banda em 1979 até ao auge da carreira das quatro cantoras.

Criadas com o impulso de Tozé Brito, que na trama será interpretado por Eduardo Breda, as Doce foram dos primeiros alvos da imprensa cor-de-rosa que explorou o sucesso da banda. «As Doce foram uma banda abatida pela imprensa, mas nunca perdendo a força no palco. Provando sempre que eram uma banda sensação», tudo isto poderemos ver espelhado no grande ecrã quando assistirmos ao resultado deste projeto que se estendeu numa pré-produção de três anos. 

Lia Carvalho não poupa elogios, também, a quem está para lá das câmaras e que se tornou numa peça fundamental para a construção do projeto. «O nosso director de fotografia (João de Botelho) transmitiu-nos a maior confiança com o seu olhar honesto. E a realizadora Patrícia Sequeira, que nos ia acompanhando como fantasma nos ensaios e processo de casting, escutou tudo aquilo que tínhamos para dar, compreendeu-nos e por isso nunca nos enganava numa indicação durante as rodagens. Tivemos uma equipa sensível», conta a atriz que regressa ao cinema depois de se ter estreado na sétima arte com a longa-metragem Morangos com Açúcar: O Filme e de ter marcado presença em Amor Impossível, de António-Pedro Vasconcelos.

A produção é da responsabilidade da Santa Rita Filmes, com distribuição da Cinemundo. O calendário de Bem Bom apontava 25 de junho como data de lançamento, mas o filme viu a sua estreia adiada devido ao COVID-19, ainda sem nova data definida. A intérprete de Teresa lança um repto ao público: «Espero que, aqueles com quem partilhamos este filme, sintam a mesma sensação de euforia e tristeza que sentimos ao fazê-lo», termina Lia Carvalho.