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"DocLisboa 2018" promete uma programação "pertinente e relevante internacionalmente"


De 18 a 28 de outubro, o DocLisboa regressa à capital com novos documentários provenientes de vários pontos do mundo. O festival conta com uma programação que promete ser "pertinente e relevante":

A sessão de abertura acontece a 18 de outubro, no grande auditório da Culturgest, com o filme The Waldheim Waltz, de Ruth Beckermann. A realizadora estará presente para apresentar este filme que foi o candidato da Áustria a uma nomeação para os Óscares, tendo estreado este ano no festival de Berlim.

O documentário recorda como Kurt Waldheim foi eleito para a presidência austríaca, em 1986, com o eleitorado em negação em relação ao passado nazi. Neste filme, Beckermann usa apenas imagens de arquivo dos anos 1970 e 1980, algumas das quais captadas por ela mesma, para apresentar um documentário com ecos na atualidade política austríaca.

Depois da estreia, seguem outros filmes que compõem uma programação que tem como objetivo ser "pertinente e relevante internacionalmente", de acordo com Cíntia Gil, uma das diretoras do DocLisboa.

"Chegámos a uma competição internacional feita apenas com estreias mundiais e internacionais. E em todo o festival temos 68 estreias mundiais e 22 estreias internacionais. Significa que 68 equipas de filmes reconheceram o DocLisboa como o local onde será pertinente mostrar os seus filmes pela primeira vez", revelou Cíntia Gil.

Além da relevância e pertinência internacional, a direção do DocLisboa disse ter cumprido, à 16.ª edição, outro objetivo: "Continuar a ser um local de referência para apresentação de filmes portugueses. Temos 59 filmes portugueses a estrearem. Um festival só tem pertinência quando o meio do qual nasce e no qual se insere o reconhece".

Goodnight & Goodbye, de Yao-Tung Wu, From the Land, de Ramona Badescu e Jeff Silva, Antecâmara", de Jorge Cramez, e Their Own Republic", de Aliona Polunina, são alguns dos filmes que fazem parte da competição internacional.

Na competição nacional estarão presentes películas como Casa Encantada, de Júlio Alves, Extinção, de Salomé Lamas, Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos, de Renata Sancho ou Terra Franca, de Leonor Teles, entre outros.

Da programação, destaque ainda para a retrospetiva, em parceria com a Cinemateca, dedicada ao realizador colombiano Luis Ospina, que estará em Lisboa para mostrar uma obra praticamente desconhecida em Portugal.

O DocLisboa volta a ocupar os espaços da Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca e Cinema Ideal. O encerramento do festival acontece no dia 28 e na sessão é exibido o filme Infinite Football, de Corneliu Porumboiu.

Nesta edição, o DocLisboa procura ser mais inclusivo, com uma sessão de audiodescrição para cegos e pessoas com deficiência visual, no dia 19 com o filme "Shut up and play the piano", de Philipp Jedicke.

Terminado o DocLisboa, a associação Apordoc, que o organiza, estenderá várias atividades ao longo do ano, nomeadamente com divulgação de cinema documental em bibliotecas públicas e a exibição comercial de alguns filmes em Lisboa e no Porto.

Todos os horários e informações estão disponíveis em http://www.doclisboa.org/2018/

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