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Conheça as personagens do filme "Bairro"

 

Estreia na próxima quinta, dia 27 de Junho, o filme português "O Bairro", da autoria de Francisco Moita Flores e que surge a partir da série que a TVI irá transmitir com o mesmo nome. Maria João Bastos será Diana, a protagonista desta história.Conheça as personagens principais.

Diana
Maria João Bastos
Nasceu e cresceu no Bairro. A vida foi-lhe madrasta. Com 10 anos perdeu os pais. O pai suicidou-se depois de ter sido despedido e não conseguir arranjar emprego. A mãe morreu de doença. Diana foi testemunha das duas tragédias. Ficou só, confrontada com o risco e a necessidade de sobrevivência num mundo que sempre entendeu como injusto. O pai tinha quarenta e poucos anos quando não conseguiu ultrapassar a angústia de ter de sustentar a família e não conseguir. O desemprego não foi um acidente. Foi uma doença. E Diana não perdoou a quem o despediu. Jurou que, um dia, haver-se-ia de vingar dos ‘senhores importantes’ que administravam a empresa que lhe deu pão e depois foi madrasta. Portanto, Diana vive traumatizada com a morte precoce dos pais. Abandona a escola e, por sobrevivência, entra para a quadrilha do Bifanas, o comandante das redes de distribuição de droga e assaltos que a quadrilha do bairro fazia pela cidade. 


Aprende a roubar cedo. Mas não concorda com o chefe que sistematicamente rouba pobres em vez de atingir os poderosos. Um dia dá o golpe. Rouba a pistola ao Bifanas e mata-o. Assume a chefia do bando. E dos negócios.

Quando a encontramos com trinta e quatro anos é uma criminosa refinada, com 25 anos de experiência no mundo da delinquência. Transformou-se numa personagem completa. A líder fria, calculista, protectora, mas também a mulher sedutora, engenhosa, doce, terna, solidária. O Bairro agradece-lhe a generosidade pagando com o silêncio sobre as suas actividades criminosas. Inteligente e manipuladora. Audaz. Eficaz na organização dos assaltos. Controladora dos negócios da droga. Capaz de matar com a mesma tranquilidade com que ajuda uma pessoa em aflição. Os assaltos mais ousados são comandados por ela e a quadrilha tem um respeito ilimitado às suas decisões. Há apenas uma brecha no reduto de representações sociais de Diana. 

O filho Manuel nascido de uma relação que ela não controlou. É o seu único e maior amor. A dedicação e preocupação completa. A causa de medos e resguardos. Com ela vieram dos antigos tempos a Nicha e o Batman. Gatunos da mesma escola. A mulher tornou-se ama do filho. O Batman o seu motorista, guarda costas e adjunto nas actividades criminosas. Diana não chora. Nunca chorou. Nem de felicidade, nem de dor. Transfigura-se como um camaleão. É a verdadeira rainha do Bairro.

Inspetor Augusto
Paulo Pires
Solitário. Um polícia inteligente, simpático, bom em dedução, que se fixa em Diana. Embora sem provas, tem a certeza de que ela é a grande estratega dos grandes assaltos e de grande parte da distribuição de droga em Lisboa. É teimoso e provocador. Embora esteja sempre um passo atrás, a marcação que faz à suspeita é quase obsessiva. Porém, faz desta perseguição um acto de ludismo. Tem a certeza que mais cedo ou mais tarde ela vai cair nas suas armadilhas e vai aproximando-se perigosamente. Acaba por ser seduzido, usado por ela e, sem se aperceber, a trabalhar para ela. Quando percebe é tarde. A sua vida profissional e familiar está destruída e Diana reforça o seu poder. Augusto é matreiro. Gosta de se introduzir no meio criminal para recolher informação. Consegue infiltrar-se com facilidade, conhece bem o meio criminal, mas quando chega ao bando de Diana é como se batesse contra um muro. Desmantelar a quadrilha é a sua maior obsessão. E vai ser a sua derrota.

Batman
Carloto Cotta
É bandido desde jovem. Sente-se pouco à vontade nos fatos que Diana o obriga a usar. Desajeitado. É o cão fiel de Diana. Obedece cegamente às suas ordens. É o adjunto que não admite falhanços. De poucas falas, sisudo, rijo, apenas se abre com a patroa. Tem uma tara por mulheres mais velhas e vive relações pouco duradouras. Elas fartam-se dele. Bruto, com falta de jeito, mas sempre cortês. No fundo é um tímido, embora seja valente. Presente em todos os grandes golpes, sempre protegendo Diana. Só bebe água com gás. Esteve preso várias vezes por assaltos menores. Conhece bem as cadeias. A polícia nunca lhe arrancou uma palavra. Condutor exímio, violento nos confrontos, é temido no Bairro pois tem fama de sanguinário. É um solitário. Misterioso. Não se lhe conhece a história de vida. Apenas boatos. É tudo vago, sem sustentação. Só Diana conhece os caminhos por onde andou. E os segredos. Assim como os sarilhos em que se meteu e que ela o ajudou a escaparem.


 

Nicha
Julie Sargeant 
Veio do passado com Diana. Marcada pela vida, vítima de maus tratos sexuais quando menina, dedicou-se ao crime para fugir do ambiente familiar marcado por um pai alcoólico e uma mãe anulada. Companheira de Diana do tempo do Bifanas, é uma radical apoiante dos projectos da patroa e severa crítica dos tempos actuais. De certa forma, é a narradora do meta texto da série. Por ela passam as revoltas e indignações sobre os escândalos, as injustiças, o poder dos homens que lhe provocam repulsa. É ama de Manuel, governanta da casa, confidente de Diana. Tem pelo na venta. Quando é para discutir, arma fitas do arco-da-velha. E tem um medo transcendente da Polícia. Esteve presa uma vez por tráfico de droga. Conhece Tires e os códigos de honra da prisão. 
  



Necas
Afonso Pimentel
É o chefe da quadrilha. Só responde perante Diana. Organizado, empreendedor, duro, coordena a distribuição de droga e organiza os assaltos de maior complexidade. Rápido, ágil, é especialista em ‘parcours’. É o mais cerebral de todos eles. Ponderado. Esteve duas vezes no Reformatório e tem a Bíblia como referência, que cita muitas vezes para grande gozo dos restantes. E, por vezes, para grandes discussões. É órfão. É o namorado de Clara, pese a relação entre ambos seja mais de curtir do que de amor eterno. Os outros respeitam-no. Sobretudo quando entram em acção, tendo no seu currículo salvar alguns deles de morte certa ou às garras da polícia.
 





Clara
Joana Santos Ribeiro
É loira. Passiva. É a personagem que se deixa levar. Adora dançar. Sensual, bonita, consome cocaína e é dependente. Fugiu da casa dos pais e está desaparecida. Fugiu cansada da violência doméstica do pai sobre a mãe. Pintou o cabelo de louro, durante tempos esteve escondida e agora, já adolescente, regressou. De vez em quando na televisão passam fotografias dela quando era mais pequena. Ninguém no grupo a reconhece. A não ser Diana que trava com ela uma luta para que vá ter com os pais. Porém, Clara aprendeu a liberdade das ruas e sabe que o regresso é outro mundo de responsabilidades, ordens e violência. Prefere a violência dos assaltos. Temperamental, capaz de armar grandes escândalos, sobretudo quando está ‘janada’, tem longos períodos de inconstância temperamental. É a miúda do Necas. 
 





Francisco 
Carlos Malvarez
Super activo. Nunca pára quieto. Belicoso. Era toxicodependente mas está recuperado. Fala com grande gestualidade. Explosivo e sempre com maus presságios. Apaixona-se por Manuela. Mas torna-se insuportável e ela abandona-o, passando a haver uma permanente tensão entre os dois. Fala muito sobre vida social. Vai às manifestações e é sempre contra o Governo. É especialista a roubar de esticão porque é muito veloz a correr. Conduz uma moto na qual tem muito orgulho e gosta de música heavy. Os pais, que vivem no Bairro, conformaram-se com a sua vida de vadio e ele ganha para alimentar a casa.






Tosta Mista
Leandro
É o membro mais cruel da quadrilha. Pouco falador. Capaz dos maiores excessos de violência. O verdadeiro executor das decisões radicais de Diana. Valente nos assaltos, cobrador de dívidas difíceis, esteve internado no Reformatório durante a infância e adolescência, filho de pais toxicodependentes que o abandonaram à sorte. Não discute com os outros. Sempre desconfiado e capaz em qualquer instante de saltar contra quem for hostil. O excesso de violência faz com que Diana o tenha sempre debaixo de olho. Nunca se sabe se está amuado ou bem-disposto. E nunca ri. Mesmo nos momentos de maior euforia.

 




Zé Cigano
Duarte Gomes
Instintivamente ladrão. Os pais andam pelos mercados e ele fica na casa do avô. O velho cigano Juan que adora o neto e o protege. É ladrão e com o Necas um dos responsáveis pela distribuição de droga. O grande sonho dele é ter a sua própria quadrilha. Tem a paixão das armas e dos carros. Usa um carro velho, que ele próprio adaptou e que usa, ufano, para engatar miúdas. Vivo, agressivo, simpático, é o conquistador da quadrilha. E, de longe, o ladrão com menos escrúpulos.

Manuela
Sara Santos
É muito bonita. Tem Diana como sua deusa e referência. De certa forma, Diana recolheu-a de uma casa para sem abrigos. Vive com a quadrilha e participa na distribuição de droga. É ultra-romântica, debulhando-se em lágrimas com os amores e desamores das novelas. De uma fidelidade canina a Diana, contemporizadora, procura sempre desvanecer as birras entre a quadrilha e evitar a violência de Tosta Mista. De certa forma representa a ideia de uma ordem moral séria, porém sempre subjugada à voracidade dos objectivos da quadrilha. Tão moral que muitas vezes leva os outros ao desespero quando, no meio de um assalto, pede perdão às suas vítimas, embora as roube. É a pessoa mais simpática do grupo e bondosa.

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